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Os setes pecados capitais

Por Marina Keiko Nakayama · 22 de fevereiro de 2022 · crescimento

Três mulheres idosas conversando e sorrindo em volta de um laptop, em uma cozinha clara

Quando eu era estudante de psicologia, tive uma professora de psicologia clínica que, nos últimos anos de estágio, em um dos momentos de descontração, nos provocava: querem uma dica para melhor ajudar os seus pacientes? Identifique qual dos pecados capitais seu paciente mais comete e você terá uma trilha para um processo de transformação.

Certamente, ela não se referia a nenhum estudioso da psicologia que tivesse elaborado uma teoria famosa sobre este tema, mas era muito pragmática. Preferia não se ater apenas às teorias, para que pudéssemos compreender e criar mais um instrumento de observação dos pacientes.

Compreendi que se poderia trazer isso, também, para a vida prática. Exemplo: sinto inveja de uma pessoa que tem um talento, uma habilidade, possui algo que eu gostaria de ter? Transformo isso em admiração e procuro saber como ela aprendeu e desenvolveu aquele talento ou aquela habilidade, como ela conseguiu conquistar aquilo que eu estou querendo também?

Pensa comigo: quando a inveja vem junto com a preguiça, você sabe que vai ter que ter disciplina para conseguir alcançar aqueles objetivos.

E, quando você menos espera, a raiva também vem junto! E agora? Só convidei a inveja para tomar um lanche e vieram junto a preguiça e a raiva.

E vai ficando pior: a vontade de ostentar nas redes sociais, o impulso de comemorar e “comer-beber”. Penso logo que, quando eu conseguir, só eu e os meus amigos vão ter acesso e assim vai…

Enfim, vem a tropa toda: a inveja, a soberba, a ira, a gula, a preguiça, a luxúria e a avareza. E então, como que cada uma delas pode ser transformada para me tornar um ser pleno, um ser realizado, visto e percebido como um ser inspirador?

Fica a dica: a observação pode ajudar. E o caminho da transformação passa por algumas perguntas que a gente faz para nós próprias.

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